| Simeão e Ana |

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09/02/03

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

     
      Lucas, no capítulo do seu Evangelho, narra-nos a Apresentação do Senhor, no Templo de Jerusalém. Deixemos de lado o fato em si, ou, se querem, a liturgia como tal e reflitamos apenas sobre dois personagens, que aparecem na cena: Simeão e Ana. Vale a pena considerá-los.
     De Simeão, como de Melquisedeque, não sabemos nada. Nem de sua família, nem de sua profissão, nada de sua vida. A Bíblia nos diz, porém, que ele vivia em Jerusalém, que esperava a “consolação de Israel”, que era um “homem justo e piedoso” e que o “Espírito Santo estava nele”. Isto é tudo e, para ser sincero, é mais do que tudo. Tudo que se poderia esperar de um judeu sério e autenticamente religioso.
     Conduzido pelo Espírito Santo, ele foi ao Templo na hora exata em que Maria e José estavam lá com o Menino Jesus. Sempre movido pelo Espírito divino, Simeão tomou o Menino nos seus braços, louvou a Deus, fez profecias sobre Ele e sua Mãe, Maria e, ainda, cantou um cântico místico, como se encontra no Cântico dos Cânticos: Senhor, agora podeis despedaçar as correntes que me amarram; agora, já posso voar para o céu, porque meus olhos viram a salvação tão esperada e tão desejada!
     Três grandes mensagens em pouco dizer: 1ª – Que Jesus é o Salvador esperado e luz do mundo, que se salvará quem O receber, que se condenará quem se fechar ao Espírito Santo. 2ª – Que Maria seria crucificada como Jesus. Solidária na dor, a Mãe geraria assim novos Jesus e estaria ao lado dos filhos sofredores, porque, além de tudo, conheceu e viveu a dor. 3ª – E tudo isto porque Simeão era guiado e iluminado pelo Espírito de Deus.
      Na mesma hora, apareceu também no Templo a figura de Ana, a profetisa. Ela também louvou a Deus por Jesus e saiu evangelizando toda Jerusalém. Mulher feliz, como Simeão, justa e piedosa, foi escolhida para ser, como Maria, como a Samaritana, como Madalena, uma das primeiras evangelizadoras do mundo. Seu coração, feliz por ter visto o Salvador, explodiu de alegria e não guardou só para si a Boa Nova. Depois de ter recebido a graça de conhecer Jesus, tornou-se sua missionária. É lição para todos!

* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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