| A Imaculada |

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08/12/02

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

     Eis aqui uma verdade de fé, que partiu do consenso da fé do povo cristão. No início, não foi a reflexão teológica, nem a força do Magistério eclesiástico que determinaram o dogma, mas, sim, a fé do Povo de Deus, que levou, pouco a pouco, a um aprofundamento da doutrina.
      Imaculada Conceição de Maria significa que a Virgem, Mãe de Deus, nasceu sem o pecado original. Maria foi, pois, isenta da culpa do pecado dos primeiros pais, com o qual todos nós, do comum dos mortais, nascemos (Sl 50).
     Os textos bíblicos que fundamentam a Imaculada Conceição não são explícitos, embora sejam fortes. Lc 1, 28 fala da “kekaritoméne”, ou seja, Da plena de graça, Aquela na qual o Espírito Santo não poderia colocar mais graça divina, porque, enquanto simples criatura, estava pleníssima da graça de Deus. Ela é a “Privilegiada”, a “Favorecida” da Trindade Santíssima! Em Gn 3,15, podemos descobrir uma luz desse privilégio mariano, enquanto Cristo, a Igreja e, conseqüentemente, Maria esmagam a cabeça de Satanás, do mal, do pecado. No Ap 12, a Mulher escapa do Dragão, isto é, Maria não foi presa do Diabo, logo, foi isenta do pecado.
       Durante séculos, teólogos e santos meditaram sobre a Imaculada e durante esses séculos tomaram posições diferentes, mas foram, paulatinamente, chegando ao consenso até quando o Papa Pio IX, aos 12 de dezembro de 1854, proclamou o dogma. Este dogma da Imaculada Conceição se fundamente, teologicamente, sobre a Maternidade Divina. Para ser mãe de Deus, Maria foi feita toda pura, toda santa. Maria, pelos méritos de Jesus Cristo, antecipa a vitória da Páscoa sobre Satanás. Ela é o reflexo da santidade de Deus e é, ao mesmo tempo, o modelo da santidade para a qual a Igreja toda é chamada pela vitória de Cristo. Em Maria, toda a história salvífica da humanidade se realizou antecipadamente, mas já pelos méritos de seu Filho, o Salvador. Por isso, ela pode dizer: “Eu sou a Imaculada”!

* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO GERAL

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