| Retiro |

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07/07/02

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *


      Retiro espiritual é um tempo durante o qual uma ou mais pessoas se recolhem em algum adrede preparado para orar, meditar, examinar-se e comprometer-se. Como se trata de uma atividade, é também chamado de exercícios espirituais. E, como se trata de coisa espiritual, no retiro meditamos as verdades da fé; examinamos a nossa vida perante essas mesmas verdades, e, por fim, abastecidos e carregados, comprometemo-nos com uma caminhada mais acertada, mais direta, mais consoante com o Evangelho de Jesus.
      Portanto, retiro espiritual é um “kairós”, ou seja, é um tempo favorável da graça divina. Graça que se recebe do céu para compreender, para atender, para corresponder, para recomeçar, para viver como uma nova criatura, como nos ensina o grande Paulo de Tarso.
      Por isso, todos os anos, o clero é convidado, ou até mesmo convocado, para o seu retiro espiritual. Deixando todos seus afazeres pessoais e pastorais, bispos, padres e diáconos se reúnem, durante quase uma semana, para, no silêncio e na oração, fazer uma revisão de vida e acertar a bússola na direção que o Senhor lhes indicar.
      Não se trata de alienação nem de uma maneira de descansar ou fugir das obrigações cotidianas. Não é descanso, porque no retiro as atividades são múltiplas, variadas e constantes. Não é fuga, porque no retiro continuamos presentes nas nossas missões pela oração. Não é alienação, porque o padre e o diácono só podem inserir-se, séria e proveitosamente, nas suas comunidades, trazendo-lhes o bem e anunciando-lhe salutarmente o Evangelho, se estão cheios de Deus e o retiro é justamente para que eles possam enriquecerem-se da graça divina, que é a vida de Deus em nós.
      Sendo assim, rogamos, nós, bispos, padres e diáconos, pedimos, encarecidamente, que nos acompanhem no nosso retiro com a lembrança preciosa da amizade e da oração.
      (*) É VIGÁRIO GERAL E DOUTOR EM TEOLOGIA

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