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07/04/04

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       

Terminou a quaresma. Terminou a Semana Santa. Na verdade, terminou apenas a celebração litúrgica dos atos sagrados, mas realmente nada acabou. Antes, tudo continua, mas agora com mais intensidade, com mais vida, com mais empenho, com mais entusiasmo.

            Quaresma e Semana Santa foram uma memória celebrativa à luz da liturgia; agora que celebramos seu sentido mais profundo, isto é, a morte e ressurreição de Cristo, só nos resta viver o que celebramos.

            Viver o que celebramos significa que, apoiados no mistério celebrado pela divina liturgia, também nós devemos morrer como Cristo e ressuscitar com ele. Na prática, isto significa que não podemos mais viver como antes: “outrora éreis trevas.” (Ef.5,8). Agora, mais do que nunca, precisamos de ser novas criaturas, mergulhadas na morte do Senhor, como já o fizemos pelo nosso batismo, e vivendo já a realidade da nossa ressurreição com Cristo. São Paulo resume, com os primeiros versículos do capítulo terceiro da sua Carta aos Colossenses, todo este mistério existencial: “Se, pois, ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensai nas coisas do alto, e não nas da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus... mortificai, pois, os vossos membros terrenos... como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de sentimentos de compaixão, de bondade, humildade, mansidão, longanimidade...” (Cl 3,1-3.5.12)

            Eis aí o programa da nossa nova vida: somos agora cidadãos do alto, para lá caminhamos. Naveguemos para as águas mais profundas! (Lc 5,4)


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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