| Luz e Escuridao |

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06/02/2011

MONSENHOR PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Quando, de noite, um grupo de pessoas está reunido para um encontro qualquer e, de repente, a luz elétrica falta, de imediato e quase involuntariamente, acontece uma manifestação de descontentamento; ao contrário, quando a força da energia volta a manifestação, involuntária e espontânea, é de alegria e felicidade. É que nascemos para a vida, para a felicidade e luz é tudo isso e mais alguma coisa.
Mas, infelizmente, nós, criaturas humanas, por causa das nossas más tendências, perdemo-nos no emaranhado da vida, e, então, acontece que, ou não sabemos onde está a fonte da luz ou preferimos desprezá-la e ficar mesmo na escuridão, onde, parece, poderemos ficar à vontade.
O profeta Isaías predisse que na terra de Zabulon e Neftali surgiria uma grande luz e ela traria alegria e felicidade. São Marcos, referindo-se a essa profecia, anuncia que a esperada luz da alegria e da felicidade surgiu com Jesus, a partir da Galiléia. O próprio Jesus declarou: "Eu sou a luz do mundo" (Jo 8,12).
Recentemente, fui a São Paulo e, em um restaurante, vi coisas que jamais desejei ver. Senti repugnância e cheguei a me perguntar se valeu a pena Jesus ter vindo a este mundo e por ele ter dado a vida. Mas, tive também a alegria de visitar quatro Carmelos e vi e ouvi coisas que me fizeram acreditar que realmente valeram a pena a vinda e a morte de Jesus.
A verdade é que, neste mundo, há muitos que nunca se incomodaram com Jesus, porque dele nunca tomaram conhecimento e, então, procuraram a luz em outras pessoas ou outras religiões, enquanto muitos tiveram a graça de conhecê-lo, mas vivem como se ele não existisse. Com efeito, quem não tem a luz, vive na escuridão e quem vive na escuridão, não vê e não sente as belezas da vida. 


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E PÁROCO DA PARÓQUIA DIVINO ESPÍRITO SANTO - JATIÚCA - MACEIÓ/AL

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