| Calúnia! Eita, bichinho danado!o |

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05/10/03

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *

       Existem alguns vermes na vida, que são mais daninhos do que muitos animais ferozes. .Um desses vermes se chama calúnia. Calúnia e uma daquelas coisas que não se definhem, pois toda e qualquer definição é fria e a calunia é quente, sensível e dolorosa.
      Calúnia, pois, não se define; calúnia se vive.
      Calúnia é uma mentira .contra a honra, a dignidade e a respeitabilidade de alguém. Calunia é a falta de respeito à pessoa do outro. Calúnia é tentativa de homicídio, quando não é o próprio homicídio. Caluniar é menosprezar, é diminuir, é esfrangalhar, é enlamear, é jogar na sarjeta, é, muitas vezes, matar o próximo. Só sabe o que é calúnia quem por ela já passou. Às vezes, são noites inteiras na solidão e derramando lágrimas quentes e amargas só por causa de uma calúnia. Às vezes, é uma vida que se vai; é uma missão que nem começa; é uma história que acaba antes mesmo de começar. Tudo isso por causa de uma só calúnia.
      Inveja e vingança são as duas causas principais da calúnia. Ambas são aviltantes e indignas de um ser humano. Todavia, ainda existem – e como os há! – aqueles que se divertem ou pensam se realizar caluniando a outrem. Na calúnia aparece, com todo seu realismo, a fraqueza e a miséria humanas. Se nós deploramos e choramos a morte de um assassinado que é mutilado, não podemos deixar por menos um irmão caluniado. Só no juízo final, poderemos saber qual é a profundeza e a largura de uma calúnia, que, certamente, pode ser colocada entre os atos mais hediondos, que um ser humano possa cometer neste mundo.


* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL

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