| Corpus Christi |

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02/06/02

MONS. PEDRO TEIXEIRA CAVALCANTE *


     A festa religiosa de quinta-feira passada, chamada entre nós de “Corpus Christi” (O Corpo de Cristo), não seria uma clonagem da celebração de quinta-feira santa? Clonagem, não, mas que é uma “dublagem”, é. Não é clonagem, porque não é a mesma coisa, uma vez que “Corpus Christi” tem objetivo e prisma diferentes; mas é “dublagem”, enquanto é, sem dúvida, uma festa voltada para a Eucaristia.
     Na quinta-feira santa, a Igreja celebra sobretudo a instituição da Eucaristia; em “Corpus Christi”, o objetivo principal é o culto eucarístico: “nesta solenidade, propõe-se à piedade dos fiéis o culto de tão salutar Sacramento, para que, vendo as maravilhas de Deus nele significadas e realizadas mediante o mistério pascal, aprendam a participar do Sacrifício Eucarístico e a viver dele mais intensamente, venerem a presença do Senhor neste Sacramento e por dons rendam a Deus as devidas ações de graças” (IGMR). Por isso, seu nome oficial, atualmente, é “Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo”.
     E essa festa começou no século XII, na França. Na Bélgica, ela tomou grande vulto nos finais do séculos XII e inícios do século XIII, com as revelações da beata Juliana de Retine, em Liège. Os papas Urbano IV e Clemente V deram-lhe um caráter universal.
     Na prática, para que serve essa celebração? Podemos dizer que é para despertar o dogma da presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, bem como a importância e necessidade desse sacramento de amor, de paz e de unidade.
     Seguindo as leituras bíblicas da Missa, apontamos três palavras que devem refletir a atitude do católico para com a Eucaristia e demonstrar sua fé e seu amor para com esse “tão sublime sacramento”: gratidão, atenção ou adoração e comunhão. Gratidão pelo presente da presença real do Senhor entre nós; atenção com visitas ao Santíssimo Sacramento; comunhão com a participação do banquete eucarístico que, além de obrigatório, é fonte de vida e de vida eterna (Jo 6).


(*) É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO GERAL

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