01/02/04
MONS. PEDRO TEIXEIRA
CAVALCANTE *
A liturgia celebrou, no dia 28
de janeiro, a festa de Santo Tomás de Aquino. Conhecido dos sábios e dos
estudiosos, Tomás não é certamente um santo popular. Sua importância
no seio da Igreja, porém, é enorme.
Oriundo de uma família nobre, santo Tomás
nasceu no castelo de Rocca-Secca, perto da cidadezinha de Aquino, no reino
de Nápoles. Por bela coincidência, ele nasceu no mesmo ano (1226), em
que morreu São Francisco de Assis e em que São Luís subiu ao trono da
França.
De família rica e nobre, foi educado na famosa
escola beneditina de Monte-Cassino. Aos dezoito anos, depois de enfrentar
todos os obstáculos interpostos pela sua família, começou sua vida de
dominicano, no convento desses frades, em Nápoles. Fez seus estudos
superiores em Colônia e Paris, onde se tornou famoso e passou de aluno a
célebre professor. Sempre calado, foi apelidado de boi mudo, mas um dos
seus professores, profeticamente, teria dito em público que o universo
haveria de tremer com os mugidos daquele boi.
Santo Tomás dedicou sua breve vida, pois
morreu aos quarenta e oito anos em 1274, ao estudo, ao ensino, aos seus
escritos e, sobretudo, à oração. Suas aulas se tornaram famosas; seus
livros ainda hoje são base e fundamento da doutrina filosófica e teológica
da Igreja católica; seu estudo se estendeu a todas as ciências de sua época.
é impressionante como o Espírito Santo desenvolveu seus dons em Santo
Tomás, que era de uma inteligência profunda e rara, de uma simplicidade
extraordinária, de um conhecimento riquíssimo e extenso, de uma vida de
orante de cada momento.
Se Deus foi benigno e generoso com Santo
Tomás de Aquino, não resta dúvida de que ele não só reconheceu a
fonte de sua sabedoria, mas também passou sua vida bebendo nessa fonte
divina de luz e ciência.
* É DOUTOR EM TEOLOGIA E VIGÁRIO-GERAL
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